Ginecomastia: o que é o crescimento da mama nos homens - Dra. Maria Claudia Giometti

Ginecomastia: o que é o crescimento da mama nos homens

Ginecomastia é a denominação dada a uma alteração hormonal que, geralmente, surge na puberdade e reflete no crescimento anormal das glândulas mamárias no homem, sendo comum em mais de 60% dos homens.

Os efeitos tendem a diminuir com o passar do tempo, até a chegada da vida adulta e, apenas em 5% dos casos, essa hipertrofia permanece após a adolescência. Essa condição se faz presente também em uma média de 60 a 90% dos recém-nascidos, mas sem apresentar risco à vida dos bebês.

Diferentemente do excesso de peso, que também causa o aumento do tamanho das mamas, a ginecomastia masculina é uma condição que não se relaciona ao acúmulo de gordura, mas sim a ações hormonais no corpo do homem. A gordura acumulada nas mamas é considerada uma “falsa” ginecomastia.

O risco apresentado nesta condição é mínimo, mas vale lembrar que não são só as mulheres que podem desenvolver câncer de mama, então sempre é necessário o acompanhamento do desenvolvimento de nódulos.

Em pesquisas realizadas pelo INCA (Instituto Nacional do Câncer), é comprovado que o número de casos de câncer de mama nos homens é baixo, já que a porcentagem encontrada fica em torno de apenas 1%. Concluiu-se também que o grupo de risco da doença é formado principalmente por homens acima de 60 anos, que já possuem casos na família deste tipo de câncer.

O crescimento das mamas nos homens pode ocorrer tanto de forma unilateral, isto é, apenas em uma mama; como em ambos os lados, não necessariamente na mesma proporção. E, apesar de ser um processo comum na juventude, essa condição pode virar motivo para piadas sem graça na puberdade e, até mesmo, prejudicar a autoestima do paciente.

Diante disso, alguns cuidados e procedimentos são recomendados, de acordo com as necessidades de cada homem.

Ginecomastia: causas deste problema

As causas do crescimento das mamas no homem podem ser diversas, como: doenças hepáticas, hipertireoidismo, consumo de cigarros e drogas ou tratamentos com remédios controlados. Vale também pontuar que, quando se trata do uso de maconha, o THC (Tetra-Hidrocanabinol) afeta a produção de testosterona, podendo ocasionar o aumento das glândulas mamárias.

Medicamentos que causam ginecomastia

Alguns remédios podem causar a hipertrofia das mamas, devido ao impacto que levam ao funcionamento corporal do paciente e a absorção de substâncias que causam alterações hormonais. Veja alguns desses medicamentos:

Caso seja diagnosticado que a causa da ginecomastia foi algum medicamento específico, o ideal é a suspensão da utilização e o acompanhamento médico até que o tamanho das glândulas volte ao normal. Se não for possível interromper o uso do remédio, são avaliadas outras formas de resolver o aumento das mamas.

Tipos de ginecomastia

A condição de crescimento das mamas nos homens é classificada em 3 diferentes graus de alteração. São eles:

Ginecomastia: tratamento

Como já dito anteriormente, em muitos dos casos, a ginecomastia se resolve sozinha num período de até 3 anos, sem que seja preciso outros procedimentos cirúrgicos. Mas é sempre bom realizar visitas periódicas ao médico e fazer exames de rotina para garantir o bem-estar do paciente.

A identificação dessa alteração hormonal é feita de maneira simples e rápida, através da observação do peitoral do paciente. É essencial o acompanhamento médico para que o problema se resolva da maneira mais prática possível, sem que haja complicações.

Já em relação à prevenção de outras doenças que podem se relacionar ao aumento das glândulas mamárias, o diagnóstico completo é feito por meio de um ultrassom.

Para a definição do processo de tratamento, analisa-se as possíveis causas do problema e define-se o caminho mais viável para reverter o crescimento das mamas. Um dos principais medicamentos utilizados é o Tamoxifeno, remédio que bloqueia os efeitos do estrógeno, hormônio predominante no corpo feminino.

Ginecomastia: cirurgia para correção das mamas

O procedimento cirúrgico é recomendado somente em casos específicos, nos quais o paciente não obteve nenhum sucesso com a utilização de medicamentos adequados e também depende do grau de crescimento das mamas.

A cirurgia pode ser realizada através do procedimento já conhecido entre todos nós: a lipoaspiração, quando o aumento das glândulas mamárias for causado pelo excesso de gordura. As consequências desse processo são mínimas e as cicatrizes podem variar de tamanho de acordo com a técnica utilizada por cada médico e o nível de alteração na mama.

Após a retirada dos tecidos, os mesmos são levados para uma análise clínica, ou seja, uma biópsia que confirmará se a amostra é benigna ou se apresenta algum risco de ser prejudicial ao paciente.

A maior parte dos planos de saúde autoriza essa cirurgia, quando a doença é comprovada por um médico e a solicitação do procedimento é encaminhada.

A recuperação do paciente é rápida e não o impede de seguir uma rotina leve e realizar tarefas diárias. No entanto, no período pós-operatório, o indivíduo deve permanecer sem praticar exercícios de alto impacto físico e, dependendo da recomendação médica, é ideal o uso de uma malha de compressão por no mínimo 30 dias.

Atualmente, a medicina oferece evoluções no modo de realizar o tratamento da Ginecomastia e já pode ser realizado o mesmo procedimento de retirada dos tecidos por meio do uso de lasers, trazendo resultados menos invasivos ao paciente.

Ginecomastia: preço da cirurgia

O custo da cirurgia para a retirada do excesso de tecido nas glândulas mamárias depende também de uma avaliação médica, que definirá o valor total do tratamento. Como cada paciente possui características próprias, a médica cirurgiã plástica Dra. Maria Cláudia Giometti analisa o caso com muita atenção e propõe a forma menos invasiva e mais eficaz para a realização do procedimento.