Câncer de mama: Tudo Sobre - Dra. Maria Claudia Giometti

Câncer de mama: Tudo Sobre

O Dia Internacional do Câncer de Mama acontece em 19 de outubro. Para marcar a data, anualmente uma grande e importante campanha é realizada em diversos países, conhecida como “Outubro Rosa”. O objetivo é promover a conscientização das mulheres sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento da doença e também sobre a cirurgia de reconstrução das mamas.

A pandemia do novo Coronavírus alterou o check-up anual que muitas mulheres fazem. Como estão com medo de se contaminar com a Covid-19, percebemos que muitas estão adiando os exames periódicos, o que não é recomendado.

Fazer os exames ginecológicos e o autoexame é essencial para a prevenção do câncer de mama. Dentre vários assuntos relacionados a essa patologia e que são abordados durante o “Outubro Rosa” está a cirurgia para a reconstrução da mama.

Antes de nos aprofundarmos nas particularidades dessa cirurgia, vamos apresentar alguns dados muito importantes sobre o câncer de mama no Brasil. Confira!

Casos de câncer de mama no Brasil

Segundo o INCA – Instituto Nacional do Câncer, o câncer de mama é o segundo com mais casos no Brasil e representa quase 30% de todos os diagnósticos de câncer em mulheres. Veja outros números importantes:

Câncer de mama: diagnóstico e prevenção

Os números realmente assustam porque são muito elevados. Por isso, a recomendação médica é fazer o diagnóstico o mais rápido possível, já que o prognóstico tende a ser muito positivo e os índices de sobrevida se tornam bem elevados com o diagnóstico precoce.

De forma mais simples, quanto antes a paciente souber que está com câncer de mama e iniciar o tratamento, maiores são as chances de cura e de levar uma vida saudável após o tratamento.

“O melhor cenário para o diagnóstico precoce é quando ainda não há sintomas, no estágio inicial do câncer de mama. Por isso, os exames de rastreamento são essenciais. Neles, os médicos especialistas, os mastologistas, conseguem identificar uma série de alterações que podem revelar a doença”, declara a médica especialista em cirurgia de reconstrução de mamas, Dra. Maria Cláudia Giometti.

Entre os sinais de alerta que são identificados nos exames de rotina para detectar de forma precoce o câncer de mama, estão os seguintes:

A mamografia, um exame que faz o Raio-X das mamas e é realizado pelo mamógrafo, é o método mais preciso para fazer o diagnóstico precoce do câncer de mama. Atualmente, o autoexame não é suficiente para o rastreamento da doença e, por isso, é essencial fazer o exame preventivo com o médico.

Como reduzir as chances de câncer de mama?

Como acontece em outros tipos de câncer, mudanças no estilo de vida são essenciais para diminuir as chances de desenvolver a doença em até 30%. Veja quais são:

Quais são as causas do câncer de mama?

Vários fatores de risco são responsáveis pelo câncer de mama, entre os quais estão os seguintes:

É importante destacar que a amamentação é um fator de proteção para o câncer de mama.

Cirurgias realizadas para o câncer de mama

“As cirurgias para o câncer de mama podem ser menos invasivas ou mais invasivas, estas últimas são classificadas como mastectomias. Nos procedimentos conservadores, a equipe médica remove o tumor, apenas. As mastectomias podem ser feitas com remoção parcial ou completa das mamas, incluindo mamilos e aréola. Quando a paciente precisa deste tipo de tratamento, nós realizamos a cirurgia de reconstrução mamária”, explica a médica.

Como é a cirurgia de reconstrução mamária?

“A cirurgia para reconstrução das mamas é indicada para mulheres que tiveram que fazer a mastectomia, um tratamento muito radical e que afeta severamente a autoestima das pacientes, principalmente para a recuperação da autoimagem. Após o procedimento, as mulheres conseguem restabelecer suas atividades de rotina, incluindo a vida profissional, sexual e social”, destaca a médica.

Existem dois métodos para fazer a cirurgia de reconstrução mamária: a imediata e a tardia. “A cirurgia de reconstrução das mamas imediata é feita logo após a remoção das mamas, ou seja, no mesmo momento em que o tratamento cirúrgico oncológico é realizado. Neste caso, podem ser necessárias outras intervenções para a finalização do procedimento”, avalia a médica especialista, Dra. Maria Cláudia Giometti.

Segundo ela, a cirurgia tardia para a reconstrução das mamas é feita somente depois do tratamento oncológico. “As cirurgias podem ou não ter implantes de silicone, isso vai depender de cada caso. Quando não utilizamos a prótese, obtemos tecidos que são chamados de ‘retalhos’ de outras regiões do corpo, como do abdômen inferior, área dorsal ou da própria mama. De fato, a cirurgia é totalmente personalizada, por isso o método cirúrgico será avaliado conforme a dimensão da remoção das mamas que a paciente apresenta”, ressalta a cirurgiã plástica Dra. Maria Cláudia Giometti.

Nestes casos, diversos fatores também são considerados pela médica, como estágio do tratamento oncológico, estilo de vida, outras doenças preexistentes e a idade das pacientes.

Cirurgia de reconstrução de mamas: pós-operatório

No caso da cirurgia de reconstrução de mamas tardia, a paciente terá que fazer uma série de exames periódicos que serão apresentados à cirurgiã plástica, ao oncologista e ao mastologista.

Se a paciente optar pela prótese de silicone na cirurgia de reconstrução de mamas, também pode haver indicação para exames de ressonância magnética. E, mesmo em recidivas, a reconstrução das mamas pode ser mantida em algumas abordagens cirúrgicas, caso seja necessário. Para mais informações, a recomendação é passar em consulta com o médico de confiança!